quinta-feira, 17 de março de 2011

Sentir raiva ao dirigir é praticamente inevitável nas ruas das grandes cidades. Saiba quando esse sentimento pode se tornar um problema e como controlá-lo


Aline Magalhães

Dirigir é, sem dúvida, extremamente prazeroso. O problema é quando no lugar de uma boa e livre estrada o motorista tem de enfrentar congestionamentos quilométricos, buzinas e péssimos condutores à frente. Nem mesmo o mais apaixonado pela direção suporta esse cenário com facilidade. É nessas ocasiões que costumam ocorrer os casos graves de violência no trânsito. Segundo a psicóloga da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico de São Paulo (EDAC), Kátia Teixeira, as adversidades que o trânsito impõe podem causar um efeito desencadeador da agressividade. “Algumas pessoas são predispostas ao estresse. Ele é colocado para fora quando elas são confrontadas com uma situação de dificuldade, que as impeça de realizar aquilo que querem ou as irrite”, esclarece a especialista.

De onde vem a raiva?
Em geral, temos tendência a descontar nossas frustrações do cotidiano nas pistas, afinal, é desgastante sair de um longo e árduo dia de trabalho e enfrentar um engarrafamento sem fim para chegar em casa. Dar uma “buzinadinha” ou outra é até normal, mas se você é daqueles que, ao ver a fila de carros parados, já começam a esbravejar e esmurrar o volante, cuidado! A psicóloga explica que há níveis de agressividade preocupantes, em que o trânsito é uma válvula de escape e não a origem do problema. O ideal nesses casos é recorrer a uma orientação específica, como a de um terapeuta, que identificará qual o ponto central da raiva e oferecerá tratamento adequado. 

Tranquilidade é fundamental 

Ainda que o momento seja extremamente estressante, manter a calma é a melhor alternativa para se livrar das confusões. Pequenas atitudes podem ajudar bastante a não perder o controle. 
* Esqueça maus hábitos como o de buzinar constantemente ou provocar outros motoristas com gracejos. Lembre-se de que é dessa forma que muitas discussões começam e algumas terminam de forma trágica. Além disso, o erro que irritou você provavelmente nem foi feito de propósito. 
* Apesar de divertido, ouvir músicas agitadas em volume alto ativa o sistema nervoso central. O ideal é escolher uma playlist calma. 
* Evite pensamentos agressivos, concentre-se em coisas agradáveis e não dê atenção a provocações alheias. Respire fundo, tenha paciência e siga seu caminho. 
* Não extravase suas emoções na velocidade do veículo. A direção agressiva coloca a sua vida e a de outras pessoas em risco. 
* Em uma colisão, por exemplo, saia do carro de forma tranquila, fale em tom de voz calmo e baixo. Se você provocou a batida, peça desculpas e mostre-se disposto a arcar com os custos de reparo do carro. 
* Caso o outro motorista perca o controle, tente acalmá-lo, mas sem muita insistência, não tente controlá-lo. Procure a ajuda de um terceiro, de preferência um policial, para auxiliar a mediar o conflito. “Não sabemos quem é o outro e do que ele é capaz. O importante é não alongar nem incitar a discussão”, aconselha Kátia. 
* Para se manter tranquilo, encontre uma fórmula para relaxar. Cantarolar uma música alegre ao volante é uma boa alternativa. Ou experimente praticar alguma atividade fora das pistas que lhe dê prazer. O mais importante é aderir a um estilo de vida que preze pelo bom humor e por hábitos salutares. Tais atitudes fazem parte de qualidades imprescindíveis para um bom motorista: o autocontrole e a direção responsável.
Fonte: Clube Fiat L'Unico

quinta-feira, 3 de março de 2011

Networking: como está sua rede de contatos?

Especialistas mostram que atitudes simples do dia a dia, como conhecer pessoas e manter o contato com elas, podem alavancar a sua carreira



Adriana Chaves

Seja sincero: nos últimos tempos, você respondeu todos os e-mails que recebeu? Ou foi ao lançamento de um livro de sua área esta semana? Não? Então, cuide-se: você pode estar defasado em seu networking. Ou seja, sua rede de relacionamentos profissionais está abandonada e você corre o risco de ser esquecido, seja para aquela promoção, seja para fazer parte de uma sociedade, seja para um jantar que faria sua rede expandir mais e mais.

Gustavo Cintra, administrador de carreira, explica que networking não é bajulação. “Não é ficar puxando o saco de ninguém. É uma via de mão dupla. É preciso que o contato seja do interesse de todos.” O coach Martin Messier vai mais além e elege dois princípios de networking: “Doe sem esperar receber e aborde as pessoas com entusiasmo. É essencial e contagioso. Ninguém fica impressionado com uma pessoa ‘café com leite’”.

Pedimos aos dois especialistas dez dicas de como montar essa rede de relacionamento. Veja só:

1 - Apresentação pessoal: “Isso é básico. Quando conhecer alguém que se mostre interessante ao fim de uma conversa, entregue seu cartão de visita sem medo. Provavelmente vai receber o dele”, diz Cintra.

2 - Beba na fonte: “Autores conhecem muita gente. Utilize isso de forma estratégica. Quando você ler um autor interessante, entre em contato com ele. Compartilhe suas impressões sobre os trechos da sua obra de que mais gostou. O próprio autor poderá colocar você em contato com outras pessoas interessantes que você nem sonharia em conhecer”, aconselha Messier.

3 - De volta à sala de aula: “Volte para a sala de aula e faça um curso dentro ou fora de sua área, conheça seus colegas e professores. Tenho um amigo, advogado trabalhista, que se especializou em comunicação empresarial e seus colegas eram quase todos jornalistas, alguns trabalhando em jornais. Virou fonte de matérias”, conta Cintra.

4 - Veja seus e-mails: “Negligenciar e-mails é um erro grave. Afinal, não é legal distribuir seus cartões de visita para todo mundo, receber um e-mail e não respondê-lo. Por isso, responda todos, sejam do presidente de uma multinacional, sejam de um estudante”, diz Cintra.

5 - Social: Identifique as necessidades e os problemas das pessoas com quem quer se relacionar e ajude-as a solucioná-los sem esperar nada em troca.

6 - Prudência: Saiba utilizar a internet. “E-mail é um negócio perigoso. Eu recebo um monte de corrente de gente que conheci por aí e não pega bem. Atenha-se ao contato profissional”, diz Cintra.

7 - Casual: O melhor networking, assim como os melhores encontros amorosos, acontece fora dos lugares habituais. Em vez de bares, é melhor conhecer as pessoas no supermercado ou na cafeteria. O mesmo se aplica ao networking. O encontro casual ou o papo informal no clube, no supermercado dão de dez a zero no encontro formal em eventos em que todos estão um pouco tensos e, às vezes, cansados de encontrar tanta gente. Estes também são importantes, não descarte-os.

8 - Ao público: “É difícil, dá medo, mas fale com a imprensa sempre que tiver a chance. Trate muito bem o repórter. Hoje ele está em um pequeno jornal de bairro, amanhã entra nas redações mais importantes e, acredite, você vai querer ir com ele”, aconselha Cintra.

9 - Midias sociais: Twitter, Facebook, Orkut, blog... Há muitas ferramentas à disposição na internet para você fazer networking. Visite e comente em outros blogs, seja profissional no Twitter e atenha-se ao tema profissional.

10 - Conteúdo: “Nada pior que lidar com alguém que não tem conteúdo. De nada vai adiantar cartão de visita, imprensa, Twitter se no fim das contas você não sabe do que está falando. Leia livros e atualize-se na sua área, leia jornais e atualize-se sobre o mundo. Vá ao cinema, ao teatro, ter cultura nunca é demais”, finaliza Cintra.

Fonte: Clube Fiat L'Unico